Henrique continuou parado. Nem um músculo do seu rosto se moveu. Ele parecia congelado naquele instante, mas por dentro, o caos era absoluto.
Nos olhos de Elize havia um brilho molhado de quem já não tinha mais força para esconder nada. Ela não implorava, não se desculpava, apenas estava ali, inteira em sua vulnerabilidade, deixando-o decidir o que fazer com tudo aquilo.
— Elize... — ele começou, a voz falhando um pouco.
Ela fechou os olhos. Estava pronta para ouvir qualquer coisa. Um "si