Arthur deu dois toques na porta da sala de Henrique e aguardou pela resposta.
— Pode entrar — disse ele, lá de dentro, sem saber o que o esperava.
Arthur entrou, fechando a porta atrás de si com um leve estalo. Cruzou os braços e se encostou na parede, do jeito mais despretensioso possível — só que ele nunca era despretensioso.
— Quer me contar o que acabou de acontecer aqui?
Henrique ergueu os olhos do notebook com calma, mas havia um certo cansaço escondido por trás da tranquilidade.
— I