Elize saiu do quarto devagar, o coração ainda apertado com a conversa com Camila.
Encontrou Henrique no fim do corredor, encostado numa parede, com as mãos nos bolsos e o olhar perdido no chão. O semblante dele era fechado, a mandíbula travada.
Ela se aproximou cautelosa, como quem pisa num campo minado.
— Henrique… ele acordou. Você quer ir vê-lo?
Ele não respondeu de imediato. Apenas continuou olhando para o chão, como se estivesse tentando conter uma onda de sentimentos que ameaçava