Arthur girava a garrafa de uísque nas mãos como se ela pudesse, de algum modo, resolver os nós na cabeça dele.
Estava na metade quando recebeu a mensagem de Henrique.
Ele soltou um suspiro pela metade e, sem cerimônia, levou a garrafa direto à boca.
Um gole, depois outro. Ainda era cedo, mas o tempo parecia não fazer diferença quando se estava cavando a cova da própria família.
Foi quando a porta se abriu devagar.
— Arthur? — Elize apareceu segurando uma pasta fina de documentos. — P