Henrique chegou em casa por volta das onze da noite. O congresso tinha superado suas expectativas — não pelos temas, nem pela plateia, mas por ela. Elize Andrade.
O nome soava de maneira quase poética em sua mente. Não porque fosse conhecido — disso ele tinha certeza — mas por algum motivo que ainda não conseguia decifrar.
Jogou as chaves na mesinha da entrada e logo o celular vibrou. Era uma ligação de seu pai.
— Filho! E aí, como foi o congresso?
Henrique se sentou no braço do sofá, a