— Dá pra largar esse processo e viver um pouco, doutor?
Henrique ergueu os olhos dos papéis quando Rodrigo entrou no escritório sem bater, como de costume. Estava com uma expressão marota e as chaves do carro balançando entre os dedos.
— São quase nove da noite. Bora beber?
Henrique soltou um suspiro e apoiou as costas na cadeira.
— Só mais esse parecer...
— Nem vem. Desde segunda-feira você tá trancado aqui. E olha que hoje já é sexta. Você precisa de ar — e álcool.
Henrique riu, vencido.
— Tá