Elize digitava como se a vida dela dependesse daquele trabalho. E no fundo, dependia.
Direito Constitucional não era brincadeira, e depois de ter sido expulsa de umas boas aulas, ela sabia que qualquer deslize podia custar caro.
Mas como manter a concentração com uma notificação pipocando na tela?
“Tô precisando revisar uns arquivos. Me espera na minha sala?”
Ela mordeu o lábio. Apertou os olhos. Suspirou. Não hoje, Henrique. Não hoje.
Respondeu seco:
“Hoje não dá.”
Deixou o celula