Henrique encarava o mesmo parágrafo há pelo menos dez minutos.
O texto jurídico à sua frente já não fazia sentido algum. As palavras embaralhavam, as linhas dançavam.
Na verdade, tudo que conseguia visualizar era o gosto do beijo, o calor da pele dela, a expressão de surpresa — e desejo — que Elize tinha feito antes de sair correndo da sala de arquivos.
Soltou um suspiro frustrado e pegou o celular.
“Traz pra mim o protocolo da audiência do caso Fontes. Preciso revisar antes da próxima etapa.