Helena estava sentada diante da tela em branco. O cursor piscava como um coração impaciente. Arthur caminhava pela sala com Clara nos ombros, rindo de um jeito que só se ria quando se está em paz. Mas Helena não conseguia começar. Não ainda.
— Você quer escrever sobre o quê? — perguntou Arthur, sentando ao lado dela.
— Sobre o que vem depois. Sobre o que fica. Sobre o que não morre.
Arthur sorriu.
— Então você quer escrever sobre legado.
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Desde o relançamento do livro, Helena sentia que algo