Era madrugada quando o alarme do Instituto Clara disparou. Helena acordou com o som agudo cortando o silêncio. Arthur já estava de pé, pegando o celular, tentando acessar as câmeras de segurança. Clara chorava no berço, assustada.
— É o galpão — disse ele. — Estão tentando incendiar.
Helena sentiu o sangue gelar. O galpão era onde guardavam os materiais da peça, os arquivos da denúncia, os registros de histórias que haviam acolhido. Era o coração do movimento.
Eles correram até lá, acompanhados