Quando ele disse que era um lobo, eu só fiquei olhando.
Não foi choque. Não foi medo. Foi tipo: “É claro que você é.”
Porque desde o começo, Rafael nunca foi só homem. Ele tinha aquele jeito de ocupar espaço, de farejar silêncio, de dominar sem levantar a voz. Era instinto puro. Era presença que não pedia — tomava.
E eu sempre soube.
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Ele falou com calma. Como quem esperava que eu corresse, que eu gritasse, que eu recuasse.
Mas eu só respirei fundo.
— Tá. E?
Ele me olhou como se eu tivesse q