Helena acordou com Clara se mexendo no berço. O sol ainda não havia nascido completamente, mas a luz suave da manhã já tocava as cortinas. Arthur estava deitado ao seu lado, respirando fundo, e ela sentia que aquele momento simples, silencioso dizia muito sobre o que eles haviam se tornado.
Ela se levantou, pegou Clara no colo e foi até a sala. Sentou-se na poltrona com a bebê nos braços, observando a casa em silêncio. Tudo ali tinha história. Cada objeto, cada canto, cada marca nas paredes.