O dia amanheceu com um céu de nuvens densas, como se o mundo lá fora refletisse o turbilhão que Helena sentia por dentro. Ela estava deitada na cama de Arthur, envolta nos lençóis e no calor do corpo dele, que ainda dormia ao seu lado.
Ela o observava em silêncio, como quem tenta memorizar cada traço. O contorno da mandíbula, o leve franzir da sobrancelha, a respiração profunda. Era difícil acreditar que aquele homem — o mesmo que já havia sido seu inimigo — agora era seu refúgio.
Mas o mundo n