Helena entrou na sala de reuniões com passos firmes, o blazer escuro contrastando com a luz fria que iluminava o espaço. Laura Vasconcellos já estava lá, sentada à cabeceira da mesa, como se aquele lugar lhe pertencesse. O sorriso no rosto dela era polido, mas os olhos... os olhos estavam cheios de guerra.
— Helena — disse Laura, com a voz doce demais para ser sincera — que prazer te ver depois de tantos anos.
— O prazer é todo seu — respondeu Helena, sentando-se à frente dela.
Laura riu, cruza