A sala de Dante estava silenciosa demais.
Thomas permanecia de pé, próximo à mesa, os ombros tensos, os papéis dobrados na mão como se aquele conjunto de folhas pudesse explodir a qualquer momento.
— Preciso que a Sofia esteja aqui. — disse, direto. — O que tenho para mostrar é sério.
Dante não questionou. Apenas apertou o botão do telefone.
— Maria, chame a doutora Sofia, por favor.
Menos de cinco minutos depois, a porta se abriu.
Sofia entrou com passos firmes. O rosto calmo demais para alguém que claramente sentia o peso do ambiente. Não demonstrava nervosismo — mas havia alerta em cada gesto.
— Bom dia. — cumprimentou. — Mandou me chamar, doutor Dante?
— Sim, Sofia. — Dante indicou a cadeira à frente da mesa. — Sente-se. O Thomas tem algo a nos dizer.
Ela se acomodou, cruzando as mãos sobre o colo.
— O que houve? — perguntou, sem rodeios.
Thomas respirou fundo antes de falar.
— Eu acredito em você. — disse, olhando diretamente para ela. — Sem dúvida nenhuma