Sofia seguia.
Sem reclamar.
Sem desacelerar.
Noites viradas.
Trabalho empilhado.
Pouco sono.
Café frio esquecido na mesa.
Energético aberto pela metade.
Qualquer coisa servia quando a fome aparecia — pão seco, biscoito, restos de algo pedido às pressas.
Ela não queria admitir — mas não era só a própria reputação que estava em jogo, mas também as meninas que ela visitara e ouvira no hospital.
Não era mais só um caso.
Era pessoal.
O maxilar de Sofia ficava tenso quando uma pista não levava a lugar nenhum.
O silêncio se tornava pesado quando trabalhavam em círculos.
Ela apertava os olhos diante da tela, como se pudesse obrigar os dados a confessarem.
Thomas não gostava de como Sofia estava envolvida.
Mas também não sabia como dizer sem parecer que estava pedindo para ela recuar.
E Sofia não recuava.
Então Thomas fez o que sabia fazer.
Ficou.
Presente.
Constante.
Sem invadir.
— Calma — dizia, em voz baixa, quando a frustração ameaçava transbor