O segundo ciclo da quimioterapia foi diferente.
Muito diferente.
No primeiro dia Emma tinha conseguido rir.
Conversar.
Até brincar com Eloise sobre o crochê no hospital.
Mas dessa vez o corpo parecia ter decidido cobrar a conta.
O gosto metálico na boca apareceu primeiro.
Depois a náusea.
E o cansaço.
Um cansaço estranho.
Profundo.
Como se até respirar exigisse esforço.
Emma estava deitada no sofá da sala.
Um cobertor sobre as pernas.
O cabelo raspado agora não incomodava mais.