Quando voltei ao escritório, o corredor cheirava a flores. Flores caras. Aquilo era incomum. Segui o perfume até minha mesa — e congelei diante da cena monumental.
Um buquê. Enorme. Não do tipo que alguém compra para aniversários ou desculpas. Lírios, orquídeas, algo azul que eu nem sabia nomear. Envolto em papel de seda branco e amarrado com uma fita dourada. Ao lado, uma pequena caixinha de veludo. O cartão não tinha nome.
Sarah apareceu antes que eu pudesse tocar.
— Alguém está querendo se da