Quando voltei ao escritório, o corredor cheirava a flores. Flores caras. Aquilo era incomum. Segui o perfume até minha mesa — e congelei diante da cena monumental.
Um buquê. Enorme. Não do tipo que alguém compra para aniversários ou desculpas. Lírios, orquídeas, algo azul que eu nem sabia nomear. Envolto em papel de seda branco e amarrado com uma fita dourada. Ao lado, uma pequena caixinha de veludo. O cartão não tinha nome.
Sarah apareceu antes que eu pudesse tocar.
— Alguém está querendo se dar bem.
— Como é?
Ela apontou para as flores.
— Flores e joias? Ah, vá, isso é pacote de namorado. Você e o Detetive Valentine estão ficando sérios, né? Posso ser sua madrinha?
— Não é do Nick. – Eu disse rápido demais.
Sarah riu.
— Ah, claro que não... Ele finalmente aprendeu como ser romântico. Sabia que ele tinha isso dentro dele!
Forcei um sorriso.
— Talvez.
Ela se inclinou para o buquê.
— Essas flores devem ter custado uma fortuna. Você está namorando um policial, né? Ele deve ter algum bico