Peguei minha bolsa, tentando não deixar transparecer minhas mãos tremendo.
— Você poderia ter ligado.
— Você viu a mensagem.
Ele se virou e caminhou em direção ao elevador. Eu o segui. Ninguém nos parou. Ninguém sequer percebeu.
Saímos para a luz do fim da tarde. Um carro preto esperava na calçada, motor ligado. Não era o carro esportivo desta vez — era algo baixo, discreto, anônimo.
George abriu a porta de trás.
— Entre, por favor.
— Para onde estamos indo?
— Vou levar você até o Daniel.
O car