Capítuo 31 - Pelos Ares

Peguei minha bolsa, tentando não deixar transparecer minhas mãos tremendo.

— Você poderia ter ligado.

— Você viu a mensagem.

Ele se virou e caminhou em direção ao elevador. Eu o segui. Ninguém nos parou. Ninguém sequer percebeu.

Saímos para a luz do fim da tarde. Um carro preto esperava na calçada, motor ligado. Não era o carro esportivo desta vez — era algo baixo, discreto, anônimo.

George abriu a porta de trás.

— Entre, por favor.

— Para onde estamos indo?

— Vou levar você até o Daniel.

O carro seguiu pela cidade com os vidros tão escuros que eu não conseguia dizer para onde estávamos indo. O barulho do trânsito virou um zumbido distante. Olhei meu celular. A última mensagem ainda me encarava:

“17h. Mala pequena. Clima ameno.”

Depois de vinte minutos, o carro diminuiu a velocidade e virou para uma rampa subterrânea. O ar mudou — frio, metálico, ecoante.

Paramos ao lado de um elevador marcado Acesso Privado.

George saiu primeiro.

— Por aqui.

Eu o segui por um corredor estreito, depoi
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