Sr. Tiago, o sócio sênior, estava me fazendo cumprir a promessa que eu tinha feito à Jennifer. Eu havia dito que tiraria ela do contrato de aluguel no shopping onde ficava sua loja — e agora eu tinha que fazer isso acontecer.
Em um dia. Em uma reunião.
Ou eu não teria mais emprego para o qual voltar.
Isso parecia pior do que quando tive de falar com Olenk ou com Gonzalez. Daniel sempre mantivera expectativas muito, muito baixas para mim. Era só uma mensagem de texto com “entregue isso” ou “diga aquilo”. Sem vínculos.
Sem “ou então”.
Isso aqui era outra coisa. Sr. Tiago tinha sido extremamente claro durante todo o processo.
E tudo isso sem dinheiro envolvido. Não haveria cheque gordo depois. Só o mesmo emprego medíocre de sempre. Que eu precisava desesperadamente.
Ou eu podia simplesmente dar meia-volta, implorar meu emprego de volta para Daniel e mergulhar de cabeça no mundo de crimes-que-não-são-crimes porque o dinheiro passa por dez empresas diferentes e ninguém é dono de nada.
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