Sarah tocou o interfone do meu escritório no meio da manhã, a voz cuidadosa e formal de um jeito que significava que ela já estava escolhendo as palavras.
— Carla. O detetive Valentine está aqui. Pediu para vê-la pessoalmente.
Fechei o arquivo que estava lendo e apoiei as mãos espalmadas sobre a mesa. Meu primeiro instinto foi irritação; o segundo, cautela. Valentine não fazia nada de forma casual. Se ele estava ali, era porque o gesto em si importava.
— Mande-o entrar — eu disse.
Ele entrou se