O carro atrás de mim mantinha a distância ideal. Nem perto demais. Nem longe demais. Presente. Meu carro, claro, poderia despistá-los em segundos. Uma ou duas vezes, pisei no acelerador para testar. O motor rugiu baixo, contido, pronto para desaparecer no horizonte.
Daniel me daria um sermão se eu fizesse isso.
Captei o reflexo dos faróis no retrovisor. Elias seguia em um segundo veículo que eu mal registrava. Eles se moviam como sinais de pontuação em uma frase curta.
Os portões se abriram. A