Hanna
Acordar no sofá, praticamente colada ao corpo do Ethan, deveria ser proibido.
Principalmente quando ele está prestes a desaparecer por meses. Abri os olhos devagar.
Passei alguns segundos só observando ele dormir — o peito subindo devagar, a respiração quente roçando minha testa, meu corpo encaixado perfeitamente no dele, com as pernas ainda entrelaçadas nas dele, e meu rosto aninhado contra sua clavícula.
E, por um instante, eu quase esqueci que estávamos no sofá.
Sorri sozinha, Deus que noite...
E então veio aquela pontada amarga no peito.
Em pouco mais de vinte e quatro horas, ele vai embora, ele precisa voltar para a filial do Brasil.
A saudade queimou antes mesmo de começar.
Suspirei sem querer, e Ethan abriu os olhos devagar, passando a mão pelas minhas costas como se já estivesse consciente antes mesmo de abrir os olhos.
— Ei… — ele murmurou, a voz baixa e rouca. — Esse suspiro me acordou, o que foi?
Mordi o lábio.
— Nada. — Menti mal e passei o dedo pela pele