Ethan
O táxi mal tinha virado a esquina quando meu celular vibrou.
“Hanna:
Te espero em casa.”
Um arrepio percorreu meu corpo inteiro.
A última chance antes de oito meses de distância.
E, se eu conheço ela tão bem quanto acho que conheço, Hanna estava sentindo exatamente o mesmo peso.
O caminho até o apartamento dela pareceu mais longo do que todos os dias anteriores juntos. Minutos se arrastando, como se o mundo estivesse disposto a me testar de novo. O elevador subiu mais lento que o normal.
Ou talvez fosse só meu coração batendo rápido demais.
Era a última noite antes de eu voltar ao Brasil…
e a última vez, por muito tempo, que eu teria Hanna nos meus braços sem precisar me esconder entre colegas, horários e corredores.
Quando ela abriu a porta, tudo em mim ficou em silêncio.
E só de olhar pra ela… meu fôlego sumiu.
Cabelo solto, as bochechas coradas, a respiração um pouco acelerada — como se estivesse há horas tentando controlar o próprio corpo.
— Entra… — ela pediu,