Ana
A tarde estava arrastada, quente e silenciosa. Eu sentei no sofá com o notebook no colo, uma xícara de café do lado e aquela sensação de “o que eu tô fazendo da minha vida?”.
Abri uns sites de emprego, digitei “vaga para quem não tem a menor ideia do que quer fazer” e, obviamente, não apareceu nada. Suspirei.
A cada clique, parecia que eu me afundava mais na confusão mental. Eu olhava os títulos: assistente administrativa, atendente, marketing digital, vendedora, freelancer, professora de