Ana
Acordei com o despertador tocando, e pela primeira vez em dias, eu não quis tacar o celular na parede.
Era o meu dia de folga. O grande dia. O dia em que eu, Ana sem rumo, ia finalmente sair pra conquistar um emprego novo.
Levantei animada, tomei banho cantando, escolhi uma roupa que dizia “sou profissional, mas divertida”, e até fiz uma maquiagem leve, o suficiente pra parecer que eu dormi oito horas (quando na real foram cinco e meia e um sonho esquisito com croissants voadores).
Enquanto