Ana
Eu reli aquele e-mail umas cinco vezes antes de conseguir respirar direito. Minha própria sala. Minha mesa. Meu crachá. Meu canto. Eu tinha conseguido. Eu, a garota que vivia tropeçando na vida. Eu, que nunca tinha tido nada fixo. Agora tinha até sala.
Meu sorriso veio automático, enorme, daqueles que doem o rosto.
Mas durou… sei lá… dois segundos.
Porque aí meus olhos bateram de novo na parte que eu já tava tentando esquecer:
A empresa ficava em outra cidade.
Outra.
Cidade.
E pronto.
M