Lex
Eu sabia que ela estava escondendo alguma coisa.
Ela podia negar dizer que está tudo bem más o meu quinto sentido estava apitando.
Ela ensinou em dormir sozinha, dizendo que estava muito cansada, mas aquela expressão não me enganava e o detetive dentro de mim estava louco pra descobrir.
Ana estava na cozinha, bebendo outra xícara de café, toda tranquila… só que não.
O jeito dela mexer a colher, a forma como o olho dela evitava o meu, o sorriso pela metade… tudo gritava tô escondendo alguma coisa.
E eu conheço essa mulher. Ela pode até tentar disfarçar, mas a sobrancelha dela entrega tudo.
E adivinha? A sobrancelha estava lá em cima. Toda apavorada!
Me aproximei e dei aquele beijo preguiçoso no pescoço dela, só pra ver a reação.
– Bom dia, amor. Dormiu bem?
Ela respondeu na mesma hora:
– Dormi, dormi sim. Normal. Tranquilo. – “Normal” três vezes. Mentira detectada.
Suspirei por dentro. Não era uma briga, nem ciúme, nem nada do tipo. Mas ela estava diferente. Distante.
E eu odeio