Ana
Eu não sabia quanto tempo tinha ficado ali, sentada no banco da praça com a mala ao meu lado. As luzes da cidade iam mudando, a noite parecia mais fria, e eu continuava sem rumo, sem coragem de me levantar. Minha mente só repetia uma coisa:
Não tenho casa, não tenho dinheiro, não tenho nada.
Quando finalmente consegui me obrigar a andar de novo, foi quase automático voltar para perto do prédio onde eu morava. Talvez eu quisesse ver com meus próprios olhos, confirmar que tudo tinha mesmo ac