Saca tudo. Sem gracinha!
Ana
A arma ainda estava apontada pra mim e meu coração batia tão rápido que parecia querer rasgar meu peito. Eu já sabia. Já tinha perdido. Podia sentir a derrota queimando antes mesmo de tocar as teclas do caixa.
Meus dedos tremiam, deslizando pela tela, obedecendo a cada ordem que a voz áspera do ladrão lançava por trás da máscara. “Saca tudo. Sem gracinha!”
Cada número digitado era como uma facada na minha esperança. O saldo que eu tinha acabado de ver — aquele que me fez respirar aliviada p