Ana
Eu não sabia como estava respirando naquele momento, mas consegui destrancar a porta com a mão tremendo e empurrar devagar.
— Entra. A gente… precisa conversar.
Lex não hesitou. Ele passou por mim com aquele cheiro familiar que me deu uma vontade estranha de chorar de novo. Ele deixou a mala encostada perto da parede da sala, como se estivesse oficialmente avisando: não estou indo embora tão cedo.
Eu fui até o sofá e sentei. Não porque estava confortável, mas porque minhas pernas pareciam