Ana
Eu não respondi. Não conseguia. A respiração falhou, a pele pegando fogo, e o corpo pedindo um beijo que eu sabia que ia acabar comigo. Minha boca chegou a entreabrir, pronta pra entregar tudo, mesmo sem dizer nada. Os dedos dele roçaram meu braço, subindo devagar, deixando um rastro quente como se marcassem território.
Mas ele não me beijou. Óbvio que não. Ele recuou com aquele sorriso cínico, quase cruel, como se soubesse exatamente o quanto eu queria e o quanto ele mandava no meu desejo.