A tarde caía devagar, vestindo o céu de um azul suave tingido de dourado. Os vidros escurecidos da Mercedes refletiam a paisagem, mas Matteo não enxergava nada. A cada sinal fechado, a cada quilômetro vencido a caminho do escritório, sua mente não descansava.
O volante firme sob as mãos não o ancorava mais na realidade. Estava em outro lugar.
Estava nela.
Em Isabelle.
A imagem dela naquela manhã ainda queimava em sua retina: os cabelos soltos, desordenados pela noite de amor; a pele macia, marc