Matteo Eisenberg mantinha os braços cruzados, encostado à mesa de reuniões de sua própria empresa, com os olhos fixos no homem sentado à sua frente. O ambiente estava silencioso, mas carregado de uma tensão densa, quase palpável. Enrico, um italiano de aproximadamente sessenta e cinco anos, vestia um terno escuro impecável, os cabelos bem penteados para trás e um olhar tão frio quanto cortante. Ele se portava como um verdadeiro regente, alguém acostumado a ser temido — e ouvido.
Agora ali, fren