As horas se arrastavam dentro daquele quarto escuro. Isabelle já não sabia se era dia ou noite. Os braços amarrados estavam dormentes, os pulsos doloridos. O gosto metálico na boca e a dor de cabeça latejante a mantinham num limbo entre lucidez e exaustão. A luz tímida da pequena abertura no alto da parede mal iluminava o espaço. Seu corpo tremia, não sabia se de frio, medo ou raiva.
Foi então que a porta se abriu novamente.
Dessa vez, não era o capanga de antes. Um homem alto, imponente, atrae