Dário mantinha os olhos fixos no teto branco do quarto de hospital. As luzes estavam desligadas, mas a claridade do dia forçava-se pelas persianas entreabertas. O seu braço direito estava imobilizado, envolto numa ligadura espessa, e havia arranhões pelo rosto. No entanto, não era o corpo que doía mais. Era o silêncio de Mel. O olhar que ela lhe lançara ao visitá-lo horas antes — distante, contido — não lhe saía da mente.
A maçaneta girou. Dário esperava por Mel, mas quem entrou foi Luna, com u