O apartamento de Luna ficava no segundo andar de um prédio antigo, com varanda pequena, cheia de plantas e um varal de luzes amarelas que davam ao espaço um ar acolhedor. Era o refúgio de Mel nos dias em que tudo parecia desmoronar — e naquela noite, ela precisava desesperadamente de um porto seguro.
— Entra, estás com uma cara… — disse Luna ao abrir a porta, puxando Mel para um abraço apertado. — O que foi agora? O Dário outra vez?
Mel não respondeu de imediato. Apenas largou a mala sobre o so