A luz suave do fim da tarde desenhava silhuetas longas no quarto de Mel. Sentada na cama, ela observava Luna, que passeava de um lado para o outro, com o telemóvel numa mão e um caderno de anotações na outra.
— Se vamos fazer isto direito, temos de ser discretas — disse Luna, baixando o tom de voz como se as paredes tivessem ouvidos. — A Neide, aquela antiga funcionária da empresa do Dário, respondeu à minha mensagem. Quer encontrar-se connosco amanhã.
Mel assentiu, mordendo o lábio. — E se for