O tempo parecia não avançar dentro da cabana. Beatriz sentava-se ao lado da cama, segurando a mão de Davi com força, como se aquele toque fosse o único elo entre ele e a vida. O som da água fervendo no fogão a lenha se misturava ao murmúrio baixo de Helena, que triturava ervas em uma tigela de barro.
Fernando, ainda pálido e visivelmente esgotado, sentou-se no canto do cômodo, observando Helena com desconfiança.
— Ele vai sobreviver? — Sua voz era rouca, carregada de preocupação.
Helena não res