[NARRADO POR CAIO – O MURALHA]
O quarto tava em silêncio.
Mas não era paz.
Era o silêncio depois da explosão — quando a fumaça ainda tá no ar, o corpo ainda pulsa, e a guerra só mudou de formato.
Ela tava largada de lado, o peito subindo e descendo, a pele ainda quente, marcada. E eu?
Eu já tinha acendido o cigarro. Sentado na beira da cama, o olhar no nada e a cabeça a mil. Porque depois da foda… vem a decisão.
E a minha já tava tomada.
Peguei o celular. Ainda tinha o suor dela