O quarto ainda tremia.
Não de som. Mas de resquício.
Do caos que a gente tinha acabado de explodir ali.
Ela caiu pro lado, o corpo suado, os cabelos colando no rosto, a respiração descompassada como se tivesse corrido da própria lucidez.
Eu fiquei por cima um segundo a mais.
Só olhando.
Como se aquele corpo fosse a porra da minha religião.
Tirei devagar.
O pau ainda duro, quente, marcado.
Tirei a camisinha, amarrei com calma, levantei sem dizer nada e joguei no lixo como quem descarta