[NARRADO POR CAIO – O MURALHA]
Ela saiu do banho ainda com o cabelo pingando, camisa velha minha no corpo, olho firme como se soubesse o que eu tava pensando.
E sabia.
Fiquei parado no meio do quarto, a arma já travada na cintura, o sangue quente nos olhos. Mas foi nela que eu mirei. No silêncio dela. Na guerra que ela carrega por dentro e disfarça com pose de comando.
— “Tu vai comigo,” — falei.
Ela não respondeu na hora. Só me olhou. Daquele jeito dela. Como se enxergasse além da ra