[Narrado por Aziza]
A ligação do Julião caiu, mas o peso ficou.
Fiquei ali, no canto da sala, com o celular ainda quente na mão e o coração disparado feito tambor de macumba em noite de mandinga.
Ele tava com a voz embargada. Não de medo — Julião não é homem de tremer. Mas de quem tá encostado no limite, com os dois pés na beirada e a coronha da arma apontada pra nuca.
Desconfiança.
A palavra ficou ecoando na minha cabeça como sirene de favela.
Eles tão desconfiando dele.
Tão farejando o Muralh