[Narrado por Caio – o Muralha]
Ela não piscou mais.
Nem eu.
Era guerra. Daquelas sem sangue, mas com cicatriz.
— “Tu acha que eu teria coragem de te mirar, Caio?” — ela soltou, com aquela voz baixa que parece calmaria... mas vem antes da tempestade.
— “Acho que tu teria coragem de tudo. Até de me matar... se fosse por justiça.”
Ela deu um meio sorriso. Um desses que mais parece corte em carne viva.
— “E tu? Me mataria?”
Respirei fundo, o peito subindo como se pesasse toneladas.