NARRADO POR ALANA
(a mulher que engole a dor com gosto de deboche)
“Não gosto de fardada.”
As palavras dele ainda tavam ecoando no quarto quando me sentei na beira da cama, os pés no chão, o sangue subindo no meu rosto mais rápido que qualquer tiro.
Fardada, é?
Engraçado…
Quando tava com a boca colada no meu pescoço, me chamando de “minha cúmplice”, ele não parecia enjoado da farda.
Abaixei a cabeça, respirei fundo.
Meus dedos fecharam o lençol com força.
Orgulho ferido tem gosto de s