NARRADO POR ALANA
(a mulher que aprendeu a disfarçar ferida com pose de deboche)
A água gelada caiu como tapa.
Daqueles que não vem da mão, mas da vida.
Do tipo que te lembra onde dói mais: por dentro.
Esfreguei o rosto com força. Como se desse pra arrancar o olhar dele da minha pele.
Como se desse pra lavar o gosto de saudade da boca.
Mas não dava.
Se fosse fácil, eu já tinha esquecido Caio 'Muralha' desde os quinze anos.
Fechei o registro, o corpo arrepiado pela água e por ele.
Peg