NARRADO POR ALANA
(a mulher que odeia perder até quando já se entregou)
— “Tu é um desgraçado...” — falei entre o gemido preso e o orgulho em ruínas.
Ele riu. De novo.
Mas dessa vez não foi só escárnio.
Foi vício.
— “Desgraçado que tu gosta...” — ele sussurrou no meu ouvido, com a boca encostando na curva do meu pescoço. — “Finge que me odeia, mas tá molhada desde a hora que viu a Aziza me abraçar.”
Mordi o lábio com tanta força que quase sangrou.
— “Vai se foder, Caio.”
— “Já tô.” — ele rosnou