[Narrado por Caio – o Muralha]
O mundo voou comigo nas costas.
Ferro. Fumaça. Sangue. A porra toda girando enquanto o destino cuspia fogo no meu cangote.
E ela.
Alana.
Grudada em mim como tatuagem. Como cicatriz. Como maldição que eu escolhi carregar mesmo sabendo o peso.
Eu virei no ar. Protegi o corpo dela com o meu.
Me fodi, claro.
Mas não era a primeira vez.
Já tinha me jogado de telhado, de vida, de promessa — e sobrevivi a todas. Não ia ser uma ponte de merda que ia me parar.
O carro velh