O caderno novo estava ali, entre os dois, com a capa ainda limpa, cheirando a papel recém-aberto. Havia uma beleza silenciosa em uma página em branco. Também um medo — o medo de não estar à altura daquilo que já foi feito.
Aurora encarava a folha como se ela fosse uma porta, esperando o momento certo para cruzá-la.
— E se a gente não conseguir? — ela perguntou, virando-se para Davi. Estavam sentados no chão do pequeno estúdio, entre canecas de café e rabiscos espalhados como se fossem mapas de