O som do lápis contra o papel era suave, quase terapêutico. Eu estava sentada no sofá com Yves adormecido ao meu lado, o paninho azul embolado perto da mãozinha gorda. Ele respirava pesado — o tipo de sono profundo que só vem depois de muito brincar e mamar. Eu havia prometido que ia dormir cedo também, mas o caderno no colo insistia em me manter acordada.
Sem pensar muito, comecei a desenhar de novo. Traços leves. Uma curva aqui, uma linha ali. Quando percebi, já estava na terceira página, te